A Reforma Tributária cria uma nova decisão estratégica para empresas optantes pelo Simples Nacional: avaliar a possibilidade de recolher o IBS e a CBS pelo regime regular.
Essa escolha não deve considerar apenas a carga tributária atual. Será necessário analisar como cada alternativa poderá afetar a operação, a geração e transferência de créditos, a competitividade e a relação comercial da empresa.
Entre os principais pontos que precisam entrar nessa avaliação estão:
Perfil e atividade da empresa;
Composição da carteira de clientes;
Relação com fornecedores;
Aproveitamento e transferência de créditos tributários;
Atuação no mercado B2B;
Formação de preços;
Margens da operação;
Fluxo de caixa;
Estrutura fiscal, contábil e tecnológica.
Para empresas que atuam predominantemente no mercado B2B, a análise ganha ainda mais relevância. A sistemática de créditos de IBS e CBS pode influenciar a percepção de custo dos clientes e, consequentemente, a competitividade nas relações entre empresas.
Por outro lado, uma eventual opção pelo regime regular de IBS e CBS também pode gerar impactos financeiros, fiscais e operacionais. Por isso, a decisão precisa ser precedida de simulações que comparem diferentes cenários e considerem não apenas o imposto recolhido, mas o efeito sobre toda a cadeia.
Nesse contexto, setembro não deve ser visto apenas como um prazo fiscal. Para as empresas alcançadas pela possibilidade de escolha, o período representa uma janela para uma decisão que pode influenciar preços, créditos, margens e posicionamento comercial.
Na Reforma Tributária, escolher como IBS e CBS serão tratados pode deixar de ser apenas uma questão tributária e se tornar uma decisão de estratégia empresarial.