O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), voltou a afirmar que pretende revisar a Reforma Tributária e discutir a alíquota do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), caso seja eleito.
Em declaração realizada em 7 de outubro de 2026, o candidato defendeu a simplificação do sistema tributário e questionou a estimativa de alíquota próxima de 28% para o novo modelo de tributação sobre o consumo. Portal Reforma Tributária
A manifestação coloca novamente a Reforma Tributária no centro do debate eleitoral e levanta uma questão importante para empresários e profissionais das áreas fiscal e contábil: até que ponto eventuais mudanças políticas poderão alterar uma estrutura tributária que já está em implementação?
Atualmente, a Reforma Tributária possui uma base constitucional e legal estabelecida, incluindo a Emenda Constitucional nº 132/2023 e as leis complementares que regulamentam o novo sistema de tributação sobre o consumo.
Qualquer alteração futura precisará observar os procedimentos legislativos e institucionais aplicáveis. A intenção de revisar o modelo, portanto, não representa uma mudança automática nas regras em vigor.
A equipe econômica de Flávio Bolsonaro também manifestou interesse em aprimorar o funcionamento do novo sistema, especialmente em relação à alíquota do IVA, às exceções tributárias e aos efeitos sobre as empresas. Portal Reforma Tributária
Para o setor empresarial, o cenário reforça a necessidade de acompanhar dois movimentos distintos: a implementação das regras atualmente aprovadas e as propostas de alterações que poderão surgir no ambiente político.
Entre os principais pontos de atenção estão:
– Acompanhamento das propostas de revisão da Reforma Tributária;
– Possíveis discussões sobre a alíquota do IVA;
– Evolução da regulamentação da CBS e do IBS;
– Impactos sobre preços, créditos e margens;
– Planejamento para diferentes cenários tributários;
– Continuidade da preparação fiscal, financeira e tecnológica.
Mesmo diante das discussões eleitorais, empresas precisam manter seus projetos de adaptação e acompanhar eventuais mudanças conforme sejam formalizadas e aprovadas.
Na Reforma Tributária, acompanhar propostas políticas é importante. Mas tomar decisões empresariais exige considerar as regras efetivamente vigentes.