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sábado, 12 de setembro de 2026
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Split Payment obrigatório poderá ficar para 2028 e amplia janela de preparação das empresas

A Receita Federal indicou que o Split Payment obrigatório poderá começar somente em 2028. A possível mudança amplia o período de preparação das empresas, que devem aproveitar a janela para avaliar impactos sobre fluxo de caixa, capital de giro, sistemas e processos financeiros. A postergação do cronograma não elimina a necessidade de adaptação antecipada.

A Receita Federal indicou que a implementação obrigatória do Split Payment poderá começar somente em 2028, e não em janeiro de 2027, como vinha sendo considerado no cronograma inicial da Reforma Tributária.

A possível mudança no calendário amplia o período disponível para adaptação, mas não reduz a importância da preparação. Pelo contrário, oferece às empresas uma janela adicional para revisar sistemas, processos financeiros e rotinas operacionais antes de uma adoção mais ampla do mecanismo.

O Split Payment poderá alterar a dinâmica de liquidação das operações ao permitir a segregação dos valores correspondentes ao IBS e à CBS durante o fluxo financeiro do pagamento.

Na prática, essa mudança pode afetar o valor disponível no caixa após as vendas, colocando dois pontos no centro do planejamento empresarial: fluxo de caixa e capital de giro.

Entre as principais ações que podem ser antecipadas estão:

Simulação dos impactos sobre o fluxo de caixa;
Avaliação da necessidade de capital de giro;
Revisão dos processos de recebimento;
Adequação dos sistemas ERP;
Integração entre informações fiscais e financeiras;
Revisão da conciliação bancária;
Testes com meios de pagamento;
Preparação das equipes envolvidas.

Empresas que aproveitarem esse período para realizar simulações e testar diferentes cenários poderão identificar antecipadamente possíveis necessidades de liquidez e ajustes operacionais.

A eventual postergação, portanto, não deve ser interpretada como motivo para interromper os projetos de adequação à Reforma Tributária.

O prazo pode ter mudado. A necessidade de preparação, não.

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