A ideia de que a Reforma Tributária é uma responsabilidade exclusiva dos setores fiscal e contábil ficou para trás. Com a implementação da CBS, do IBS, do Split Payment e das novas obrigações acessórias, praticamente toda a estrutura das empresas será impactada pelo novo sistema tributário.
A adaptação exigirá uma atuação integrada entre diferentes departamentos. Fiscal e Contábil, Financeiro, Tecnologia da Informação, Compras, Comercial, Jurídico, Controladoria, Compliance e Recursos Humanos terão responsabilidades importantes durante o processo de transição.
Na prática, as mudanças envolvem atualização e parametrização dos sistemas de gestão (ERP), revisão de cadastros e processos internos, adequação de contratos, formação de preços, gestão de fornecedores, planejamento do fluxo de caixa, emissão de documentos fiscais e capacitação das equipes.
O Split Payment, por exemplo, poderá produzir reflexos na dinâmica financeira das operações, enquanto as novas regras de CBS e IBS exigirão atenção à tributação das operações, aos créditos e à qualidade das informações fiscais.
Isso significa que decisões tomadas por uma área poderão produzir efeitos tributários e financeiros em toda a organização. Compras, vendas, contratos, precificação e tecnologia precisarão estar alinhados à estratégia de transição da empresa.
Empresas que enxergarem a Reforma Tributária apenas como uma mudança de impostos poderão enfrentar riscos operacionais, financeiros e estratégicos. A preparação precisa envolver pessoas, processos, tecnologia e governança.
Mais do que uma reforma fiscal, o novo sistema representa uma transformação na forma como as empresas estruturam e administram suas operações.