O Split Payment é uma das principais inovações da Reforma Tributária e promete transformar a forma como as empresas administram seus recursos financeiros. Mais do que alterar o recolhimento da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), o novo modelo impactará diretamente a gestão financeira das organizações.
Com essa sistemática, parte do valor pago pelo cliente poderá ser destinada automaticamente ao recolhimento dos tributos no momento da liquidação da operação. Na prática, a empresa deixará de receber integralmente os recursos da venda antes do pagamento dos impostos, exigindo uma nova estratégia de administração do caixa.
Os impactos alcançam diversas áreas da empresa, entre elas:
Fluxo de caixa;
Capital de giro;
Gestão financeira;
Conciliação bancária;
Sistemas de gestão (ERP);
Formação de preços;
Planejamento tributário;
Governança financeira.
Empresas com margens reduzidas, ciclos financeiros mais longos ou maior necessidade de capital de giro poderão sentir os efeitos de forma mais intensa, tornando indispensável a revisão dos processos financeiros e operacionais.
A adaptação ao Split Payment exigirá integração entre as áreas fiscal, financeira, contábil e de tecnologia, além da atualização dos sistemas e da revisão das políticas de gestão de liquidez.
Mais do que uma mudança tributária, o Split Payment representa uma nova forma de administrar o caixa das empresas. Quem iniciar esse processo de preparação desde agora estará mais preparado para reduzir riscos e conduzir uma transição segura para o novo modelo da Reforma Tributária.